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Philip Smith

Pushing Out Space

24th July to 25th August 2015

Philip Smith is a London based painter whose witty compositions deal with notions of objects and activity in time and space. His work frequently draws upon the everyday, appropriating information from a number of visual sources including do-it-yourself flat-pack furniture diagrams and household magazines. The results are often a balance of light and dark; heavily worked abstracted figurative paintings characterised by effortless sweeps of pure colour. Smith's paintings demonstrate a barren and apocalyptic vision vaguely familiar and always offbeat.

 

Philip Smith has exhibited widely in London and Europe since completing his MA from Camberwell School of Art, London, in 2006. He is a firm supporter of art education in London and a new friend to the Project Space at 397 Galleria. 

 

Philip Smith é um pintor com sede em Londres, cujas espirituosas composições lidam com noções de objetos e atividades no tempo e no espaço. Sua obra frequentemente baseia-se no cotidiano, com apropriações de informação de um número de fontes visuais, incluindo desenhos de mobiliários flat-pack do-it-yourself e household magazines. Os resultados são muitas vezes um equilíbrio de luz e escuridão; suas pinturas abstratas figurativas são  fortemente trabalhadas, caracterizadas por leves pinceladas de pura cor. As pinturas de Smith demonstram uma visão estéril e apocalíptica vagamente familiar e sempre offbeat.

 

Philip Smith já expôs amplamente em Londres e na Europa desde que completou seu mestrado na Camberwell School of Art, em Londres, em 2006. Ele é um firme defensor da arte e educação em Londres e um novo amigo da 397 Galeria.

 

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Maria Aparecida de Oliveira

Inesquecível Morada

21st June to 21st July 2014

Tenho em minha casa dois quadros pintados por Maria Aparecida de Oliveira. Estão ao lado de um quadro de José Antonio da Silva, um dos mais importantes pintores de toda a história da arte naïf no Brasil: uma arte hoje muito valorizada e estudada, pois inclui nomes de artistas de grande talento – pintores, escultores e ceramistas. Heitor dos Prazeres, Mestre Vitalino, Maria Auxiliadora Silva, Chico da Silva, Antonio Poteiro, Iracema Ruffolo Arditi, Isabel de Jesus, Veloso de Melo e tantos outros já fazem parte dessa história à qual agora também pertence Maria Aparecida de Oliveira, mineira de Cambuí, cujos quadros eu admiro diariamente na parede de minha casa. Dona Aparecida, como costumamos chamá-la, já teve obras de sua autoria expostas na Bienal Naïfs do Brasil, importante evento cultural realizado em Piracicaba – SP há vários anos.A palavra naïf, usada por historiadores da arte quando se referem a pintores que não tiveram formação acadêmica, significa, em francês, simples, verdadeiro. Radha Abramo, crítica de arte, tem razão quando observa que na verdade essa arte não é ingênua, mas sim espontânea e instintiva. Sempre haverá, segundo ela , “quem prefira desempenhar um papel extraído das entranhas de si próprio”. Ou seja, extraído de sua experiência de vida, quase sempre adquirida em meios distantes dos ambientes intelectuais. Os exemplos são muitos: Mestre Vitalino morava no Alto do Moura, em Caruaru, e morreu pobre, de varíola; José Antonio da Silva no início da vida foi carreiro na roça; Júlio Martins da Silva era cozinheiro aposentado e morava no Morro União – RJ; Dona Romana, cuja obra não se encaixa em nenhuma caracterização por ser muito original, passou a vida em Natividade, interior do Estado de Tocantins.Fora do Brasil ocorre algo semelhante: o douanier Rousseau (1844-1910), cuja obra foi admirada por Gauguin, por Apollinaire e por Picasso era filho de um latoeiro, foi soldado e casou-se com uma costureira, antes de conseguir emprego na alfândega de Paris. Pegou no pincel pela primeira vez aos 40 anos de idade, como autodidata.Basta esses exemplos para que encontremos algumas afinidades e possíveis paralelos com a arte e a história de vida de Dona Aparecida: nasceu em 1935 no povoado de Água Branca, na zona rural do município de Cambuí– MG. Foi casada com um pequeno agricultor e começou a pintar com cerca de 54 anos de idade. Tem ateliê na cidade de Cambuí e é autora de mais de 500 quadros. Muitos deles foram adquiridos por colecionadores de São Paulo, Rio, Brasília e outras cidades do país.Dona Aparecida é uma pintora apaixonada pela natureza e a retrata como uma realidade simples e primitiva, mas nem sempre calma e bucólica: em um dos quadros de sua autoria, que está agora em minha casa, aparece um casarão enorme dentro de uma floresta. É uma cena noturna. As treze janelas do casarão estão bem iluminadas, mas não há seres humanos em seu interior. Ele está completamente vazio. As árvores da floresta são de um verde escuro sombrio, porém três delas estão pintadas com cores solares exuberantes e surreais naquela paisagem noturna. O quadro não tem nome, mas eu costumo chamá-lo de “Casarão Assombrado na Serra da Mantiqueira”. É um belo exemplar de uma paisagem rural captada empiricamente por um olhar livre de pressões culturais exercidas pelo modismo e pela mídia.O leitor que bem observar as pinturas reproduzidas neste catálogo verá que às vezes Maria Aparecida transforma, talvez inconscientemente, objetos simples, do mundo rural, em símbolos de um jeito naïf de se viver a vida no interior de Minas Gerais. A força criadora que deu origem a essas pinturas precisa ser amplamente apoiada e divulgada. Parabéns Dona Aparecida, mulheres como a senhora engrandecem o patrimônio histórico e artístico brasileiro.

 

Pintura instintiva e espontânea Victor Leonardi é escritor e historiador.

exhibition catalogue

Promotional film: Inesquecivel Morada  2014

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Darren O'Connor

superstar

12th April to 12 May 2014

 

Opus clip

 

...something indicated in the curatorial readings of the previous exhibitions; outside the museum; ‘canvas;' Brazilian music and cover band (for fuck's sake)

 

... an appetite for wider cultural exploration...

 

...397  is a nightscape of outlying silhouettes; the imposing interior of darkened theatre or nightclub; arches at the height of the tall ceilings exacted with lights... 

 

...superstar Corina Magalhães in long black dress, character in a visible state of inner turmoil extending the sculpture, emerges from the crowd, steps onto a tiny stage at the foot of one arch and stuns the audience

 

the music is sculpture.

 

...the night ends to a film of firework displays from around the globe

 

perhaps the end is not really an end but instead, a new beginning

 

draw audiences and inspire a new vision those who can deliver and whom are already here.

 

You know who you are.

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Ricardo da Silva

à sua própria imagem

in his own image

21st December to 21st January 2014

Ricardo da Silva began this series of black and white portraits in 1993 during a two-decade period living and working in London. Moved by the speed of change he encountered in his hometown, he decided to record as many of it’s inhabitants as possible; the images of relatives, friends; faces and personalities describe the temperament; the very psychology of Cambuí as it was.

 

Never before exhibited, à sua própria imagem offers a broad visual account of the town 20 years ago. 19 portraits hang inside the gallery; each one as intense and enigmatic as the last. A great many more projected at enormous scale onto the back wall of the town's local cinema, which sits opposite 397 Galeria. This acts like a bell ringing and a number of visitors speak of watching from their windows; identifying as many of the subjects by name as possible before strolling down the hill to join the party. 

 

Da Silva used a Rolleiflex medium format camera for this project; each expressive subject captured with remarkable depth, hermetic, unique; treasure for the visitors both familiar and unfamiliar although a strong signature on the work, which is da Silva’s understanding of each subject, their life and their locality, points to the wider family and his devotion to this close community; of the various subtleties and nuances in play the eyes are notable; every subject sparkles; perhaps the delight of taking part; the thrill of being the focus; the series not only portrays but reflects back a response to the person behind the camera; à sua própria imagem is a community’s response to a friend’s return.

 

Faces positioned just inside the gallery entrance acknowledge your arrival; stand next to each other; laugh; brood in the corner and stare out at you; look across the room at each other; scream behind your back. As the gallery fills, the exhibition is alive; not simply a show of portraiture; this is participatory; half image half narrative; a stage for remembering; the work is completed by the town’s voices and the community own the space.

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Tota Morais

olhares abstratos (im)possíveis conversas

2nd November to 2nd December 2013

 

Standing between object and painting; African wooden mask? or the man on the moon? looks up; expressive, abstract colour work next to a small cubist experiment; assorted and diverse, we cruise modernism. 

 

Tota Morais is one of Cambuí’s best-known painters; his playful work references numerous ouevre; modernism his cultural locale though perhaps minimalism and American abstract expressionism shine brightest; a signature is evident throughout the selection; reduced blocks of delightful colour light up the space and demonstrate a generosity, which is the hall-mark of this town and the wider reputation of Minas Gerais to those beyond it's boundary. This solo-exhibition, his first, is overdue for some time; the idea first conceived during a conversation several years ago when it was proposed he transform his space into an art gallery. The outcome is an honest, thought-provoking and pertinent exhibition; the first ever of contemporary visual art in Cambuí’s 122 year history; the first exhibition in the first gallery and it offers an apposite, complex, multifarious selection, acknowledging the subtle architecture of an important building and yet the work is unmistakably Morais.